quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mais uma mentira na Internet: Dilma "barrada" nos EUA


Amigo internauta,

como é rotineira a ocorrência de crimes virtuais em época de eleição, você já deve ter recebido uma mensagem que trata de uma suposta proibição à entrada da Sra. Dilma Rousseff nos Estados Unidos.

Os sabotadores que criaram essa peça caluniosa, difamatória e injuriosa afirmam que a candidata à presidência estaria ainda proibida de ingressar em outros 11 países.

O motivo alegado pelos delinquentes virtuais é a suposta participação de Dilma no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969, no Rio de Janeiro.

Na verdade, Dilma Rousseff jamais participou de qualquer sequestro, nem fazia parte do grupo de resistência que realizou essa operação.

Dos políticos atuais, o único que participou da ação foi o Sr. Fernando Gabeira.

Dilma nunca foi condenada nos Estados Unidos e pode viajar para onde quiser.

Nos últimos anos, esteve várias vezes nos Estados Unidos. Recentemente, foi recebida pelo presidente Barack Obama, na Casa Branca.

A visita foi divulgada por todos os jornais brasileiros, como O Globo. Veja aqui.

Em maio, a ex-ministra esteve em Nova York para falar a uma platéia de investidores e homens de negócio. Foi elogiada e aplaudida. 

Na Europa, manteve contatos recentes com o presidente francês Nicolas Sarkozy e com o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero.

Portanto, se receber novamente esse e-mail carregado de falsidades, denuncie o autor e o remetente.

Envie o material à Polícia Federal, nos seguintes endereços: crime.internet@dpf.gov.br
e denuncia.ddh@dpf.gov.br.

Comunique ainda o Ministério Público Eleitoral: email: pge@pgr.mpf.gov.br.

Por fim, repasse informação à Safernet pelo site - http://www.safernet.org.br/site.

Jamais acolha o verdadeiro terrorista dentro do seu computador.

Ajude o Brasil a erradicar o crime do ambiente virtual.

ÉTICANET - Por ambiente virtual limpo e seguro!

Jamais confunda "resistência" com "terrorismo"

Amigo internauta,

Em época de eleições, a Internet é frequentemente utilizada por criminosos que visam a caluniar, difamar e injuriar pessoas.

Por isso, nunca se deixe enganar.

Hoje, gostaríamos de expor a diferença entre "resistência" e "terrorismo".

Entre 1964 e 1985, vigorou no Brasil uma Ditadura, ou seja, um brutal regime de exceção.

Nesse período, os usurpadores do poder censuraram a imprensa e eliminaram a liberdade de expressão.

Em nome dessa prática política, sequestraram, detiveram, torturaram, estupraram e assassinaram centenas de brasileiros, homens e mulheres, de políticos a artistas, de jovens estudantes a pais de família.

Alguns brasileiros, então, deixaram o conforto do lar e o carinho da família para lutar pelo restabelecimento do Estado de Direito.

Por conta da radicalização, alguns foram obrigados a reagir com armas aos ataques das forças de repressão.

A isso se dá o nome de "resistência".

Dessa forma agiram, por exemplo, os partisans, que na Itália e na região da antiga Iugoslávia, ajudaram a derrotar o nazifascismo de Hitler e Mussolini.

Outra expressão dessa atitude cidadã foi a famosa "Resistência Francesa".

O "terrorismo", ao contrário, se trata de uma ação violenta destinada a impor o medo, frequentemente vitimando pessoas inocentes.

Dilma Rousseff foi membro de um grupo de "resistência".

Jamais feriu ou matou. Nunca foi acusada de qualquer ato dessa natureza, nem mesmo pelos militares.

Foi detida por "subversão", ou seja, por pregar uma ordem diferente na condução da política do país.

Dilma foi barbaramente torturada, por exemplo, com eletrochoques. Sofreu por quase três anos na cadeia, mas manteve a fibra e a coragem de uma guerreira.

Portanto, denuncie imediatamente e-mails criminosos que adulteram a bela história dessa mulher.

Envie-os à Polícia Federal, nos seguintes endereços:
crime.internet@dpf.gov.brdenuncia.ddh@dpf.gov.br.

Comunique também a Safernet pelo site - http://www.safernet.org.br/site.

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Criminosos da Internet atacam jovem líder político e religioso

Amigo internauta,

Você já deve ter ouvido falar do jovem líder católico Gabriel Chalita, professor da PUC-SP e do Mackenzie, autor de mais de 50 livros e ex-secretário da Educação do Estado de São Paulo.

Chalita foi filiado ao PSDB, de José Serra, até que decidiu desvincular-se desse partido e filiar-se ao PSB.

Entendia que assim poderia fazer mais pela educação e pelo povo mais humilde do Brasil.

Dessa forma, passou a fazer parte da coligação que apoia a candidatura da Sra. Dilma Rousseff à presidência da República.

Foi eleito deputado federal, com a segunda maior votação do Estado de S. Paulo.

Por conta dessa decisão democrática, porém, Chalita passou a ser covardemente perseguido pelos criminosos que atuam na Internet.

Nos dias finais da campanha, ele foi vítima de uma avalanche de e-mails difamatórios que o associavam à defesa indiscriminada do aborto.

Chalita apoia apenas o que hoje determina a lei, que autoriza a interrupção da gravidez em caso de estupro ou de risco à vida da mulher.

O professor precisou retirar do Youtube um vídeo em que aparece dialogando com a senadora eleita Marta Suplicy.

Chalita foi dublado de forma grosseira para se criar a ilusão de que defendia o aborto.

O caso gravíssimo já está sendo investigado pela Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT), do DF.

Ao receber peças dessa natureza, denuncie à Polícia Federal, nos seguintes endereços: crime.internet@dpf.gov.br e denuncia.ddh@dpf.gov.br.

Comunique também a Safernet pelo site -
http://www.safernet.org.br/site.

Não acolha um terrorista dentro do seu computador. Ajude o Brasil a erradicar o crime do ambiente virtual.


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Não acolha um terrorista no seu computador

Amigo internauta,

como você sabe, a Internet é hoje um fantástico canal de comunicação e conhecimento.

Mas é também área de ação de quadrilhas que se utilizam da boa fé das pessoas para roubar senhas, disseminar vírus e caluniar pessoas.

Neste período eleitoral, tornou-se comum a prática do "terrorismo virtual".

Os chamados "hoaxes", ou falsas histórias, trafegam de computador a computador, carregando especialmente crimes de calúnia (Artigo 138 do Código Penal), difamação (Art. 139) e injúria (Art. 140).

Muitas dessas peças envolvem, atualmente, o nome da Sra. Dilma Rousseff, candidata à presidência da República.

Até agora, foram identificados 68 diferentes tipos de mensagens virtuais que envolvem calúnia, difamação, injúria, falsidade ideológica e fraude.

Uma delas afirma que, após comício em Minas Gerais, a Sra. Rousseff teria dito: "nem Cristo me tira essa vitória".

Na verdade, a frase nunca foi pronunciada pela ex-ministra. Não existe áudio, vídeo ou sequer testemunha nomeada deste evento.

Essa mentira, repetida até mesmo por membros de igrejas, constitui-se em crime pela lei dos homens e em gravíssimo atentado contra as leis de Deus.

O oitavo mandamento estabelece: "não dirás falso testemunho nem mentirás".

Inúmeras outras falsidades acerca da visão moral de Dilma Rousseff circulam pela Internet.

Trata-se de campanha criminosa já veementemente condenada por bispos e pastores.

Se você é um bom cidadão, especialmente se é cristão, não seja cúmplice desses malfeitores.


Ao receber peças dessa natureza, denuncie à Polícia Federal, nos seguintes endereços:

crime.internet@dpf.gov.br e denuncia.ddh@dpf.gov.br .


Comunique também a Safernet pelo site - http://www.safernet.org.br/site.

Não acolha um terrorista dentro do seu computador. Ajude o Brasil a erradicar o crime do ambiente virtual.


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Carta 1.

O círculo da direita se fecha

Rodrigo Vianna

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.
É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”

O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.

O Brasil precisa, também, comparar os resultados econômicos e sociais de FHC e Lula. Mas precisa de politização, precisa que se enfrente o pensamento conservador.

Essa é uma hora boa para desmascarar a intolerância religiosa.

Aliás, é preciso tomar cuidado ao associar “evangélicos”, apenas, a esse discurso intolerante. Não. Os ataques mais coordenados e mais perigosos partem da Igreja Católica.

É preciso – com muito cuidado e respeito pelos milhares de católicos e evangélicos que praticam a religião apenas para confortar suas almas, e para difundir o amor ao próximo – lembrar que já houve um tempo em que a religião mandava na política.

No Brasil Colonial, tivemos a Inquisição católica a prender, torturar e executar. A intolerância religiosa já matou muito – no mundo inteiro. Aprendemos isso na escola, ou deveríamos aprender.

Já que Serra quer travar esse debate, devemos pendurar o guiso no gato, e perguntar se o que ele quer é um Estado teocrático. É isso?

Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.

Na Espanha, esse debate é travado nas eleições. O PP (partido conservador) tem uma parceria muito próxima com a Opus Dei e com o catolicismo mais reacionário. O PSOE (social-democrata) não tem medo de assumir a defesa de um Estado laico – respeitando as práticas religiosas.

O PSOE ganhou eleição prometendo união civil de homossexuais. A direita católica do PP realizou marchas com quase um milhão de pessoas, contra essa plataforma. Levou bispos e padres (de batina e tudo) para as ruas. O PP tentou intimidar o PSOE. O que fez a centro-esquerda? Travou o debate, resistiu, deu uma banana para o terrorismo religioso. E ganhou.

É preciso ter coragem.

O círculo da direita se fecha: ela tem as igrejas (algumas), ela tem a velha mídia, ela tem a prática da intolerância.

“A ideologia da direita é o medo”, já nos ensinava Simone de Beauvoir.

A intolerância e o medo é que levaram o “Estadão” (que, diga-se, abre espaços para a Opus Dei) a demitir Maria Rita Kehl por ter escrito um artigo que contraria a linha oficial de “somos Serra até a morte”.

Nas redações, não há espaço para dissenso. Quem levanta a cabeça tem a cabeça cortada.

“Folha” (que censura blogs), “Estadão” (que demite colunista), “Veja” (com seu esgoto jornalístico a céu aberto) e “Globo” (sob comando de Ali “não somos racistas” Kamel) são a armada a serviço desse contra-ataque conservador.  Isso já está claro há muito tempo.

Mas Lula parece ter minimizado essa articulação, e acreditado que enfrentaria tudo no gogó – sem politizar o debate. Não deu certo. É preciso enfrentamento, politização.

Esse é um combate que merecer ser travado. Para ganhar ou perder. E acho que temos toda chance de ganhar.

Até porque, se Serra ganhar com esse discurso de ódio, e com esses apoios (panfletos da TFP, reuniões no Clube Militar, pregação e intolerância religiosas), o país (empresários, trabalhadores, classe média) precisa saber que teremos uma nação conflagrada durante 4 anos.

Não dá pra fazer de conta que isso não está acontecendo.

Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida, como fazem os espanhóis e como fez o Ciro Gomes.

Com coragem.

Leia original aqui.